terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade na berlinda


Flávia Milhorance - O Globo


WASHINGTON - Depois de 50 anos liderando a luta para legitimar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Keith Conners, um dos maiores especialistas no tema, poderia estar comemorando que crianças - antes rotuladas de dispersivas e problemáticas - hoje estão recebendo tratamento. Mas, segundo reportagem publicada no “New York Times”, num congresso em Washington, Conners apresentou dados que considerou desastrosos: 15% das crianças americanas têm TDAH e as que estão sob medicação somam 3,5 milhões, contra 600 mil em 1990. O professor da Universidade de Duke é mais um pesquisador que passou a questionar se não há um excesso de diagnóstico e prescrição de remédios para o transtorno, num debate que, por enquanto, está longe de ter consenso.
- É um desastre nacional de perigosas proporções - afirmou o cientista ao “New York Times”. - Os números (do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, CDC) poderiam indicar uma epidemia. Mas não é. É um absurdo. Esta é uma invenção para justificar a prescrição de medicamentos em níveis injustificáveis e sem precedentes.
O distúrbio é o segundo mais frequente entre crianças, perdendo apenas para asma, de acordo com o CDC. E a venda de estimulantes no país em 2012 se aproximou dos US$ 9 bilhões, mais de cinco vezes o montante de uma década atrás (US$ 1,7 bilhão).
Pouco antes de morrer este ano, Leon Eisenberg, um dos papas da psiquiatria infantil, engrossou este coro ao afirmar que o TDAH era uma doença fabricada, ressaltando que, em vez de prescrever pílulas, psiquiatras deveriam avaliar as razões psicossociais que poderiam levar a problemas de comportamento das crianças. Isto é o que também defende a professora Pediatria da Unicamp, Maria Aparecida Moysés.
- Existe uma discussão da própria medicina sobre se isto é realmente uma doença. Existem comportamentos de hiperatividade e etc, mas não há comprovação de que seja uma doença. Pode ser a expressão de problemas em algumas crianças sim, mas elas podem ser normais, sendo agitadas. Não dá para padronizar todas.
Maria Aparecida ainda critica o aumento do uso de estimulantes e cita dados do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, mostrando que, em 2000, foram vendidas 71 mil caixas dos psicotrópicos no Brasil; em 2009, foram dois milhões.
Cerca de 5% de crianças teriam TDAH
Enquanto isto, estimativas internacionais apontam para 5% das crianças e 2,5% dos adultos com o transtorno. No Brasil, segundo alguns especialistas, o caso é o oposto do dos Estados Unidos. Aqui, apenas cerca de 20% dos indivíduos com TDAH são medicados, aponta um estudo publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria (RBP).
- De fato, há um aumento da venda de remédios. Mas a maioria dos pacientes ainda não está sendo adequadamente tratada - comentou o professor de Medicina da UFRJ Paulo Mattos, que assina o estudo da RBP. - E sempre que o conhecimento avança sobre um transtorno, aumenta naturalmente o diagnóstico e o tratamento.
Nem todos os pacientes com TDAH precisam de medicamento. Além disso, 30% dos indivíduos não reagem ao estimulantes e precisam de outras drogas. Há um total de 18 sintomas para identificar o TDAH. Embora seja prevalente entre crianças, ele pode ocorrer em qualquer idade.
Este ano, inclusive, o novo “Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais” (DSM 5), que orienta profissionais de todo o mundo, foi modificado para enfatizar que o transtorno ocorre também na vida adulta. Isto, segundo críticos, poderia elevar ainda mais o número de casos, mas esta não é a opinião do chefe da Psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia do Rio, Fábio Barbirato:
- O último DSM é dos anos 80, quando não havia critérios específicos. Naquela década, íamos ao exterior aprender a fazer o diagnóstico. Hoje temos muito mais gente treinada - rebate Barbirato, que também defende o uso de medicamentos e a melhora do diagnóstico. - Nenhum psiquiatra gosta de medicalização. Ela ocorre por profissionais mal treinados, que indicam estimulantes para provas de vestibular, não aplicam questionário, não fazem avaliação do paciente.
Patricia Musasci tem 42 anos e conta ter abandonado a escola, passado por cinco casamentos e três falências até iniciar, há dois anos, o tratamento de TDAH, com medicamento e terapia cognitivo-comportamental:
- Fazia prova, mas não lembrava do tema, começava a ler alguma coisa e não chegava ao final, ouvia dos colegas que “estava sempre no mundo da lua”. Não é fácil, tenho sempre que fazer um esforço maior do que a maioria, mas consegui terminar o colégio e passei no vestibular de psicologia.



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Assedio Moral e Sexual

Crime de assédio moral no trabalho pode gerar até dois anos de reclusão

Exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongas durante a jornada de trabalho. Assim é definido o assédio moral, do qual muitos trabalhadores são vítimas. Tão antigo quanto trabalhar, mas pouco discutido, o ‘tema’ só ganhou uma repercussão maior após ter sido explorado pela mídia. Os tipo de explorações mais comuns vem das escalas hierarquias autoritárias e assimétricas, onde predominam condutas negativas, relações desumanas e sem ética de longa duração, de um ou mais chefes, dirigidas aos subordinados. Desta forma, a vítima fica desestabilizada em sua relação com o ambiente de trabalho e a organização do mesmo, sendo forçada a desistir do emprego. Mesmo sem ser um fenômeno novo, o assédioou violência moral trazem novidades no que diz respeito a intensificação, gravidade, amplitude e banalização, além da abordagem. Conforme explica o advogado trabalhista Matheus Barreto, atuante em Poços de Caldas e na região sul mineira, o assédio moral no emprego caracteriza-se, especialmente, pela degradação deliberada das condições de trabalho. “É quando prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização”, explica. E advogado relata ainda que a vítima escolha é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. “Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima”, destaca.

Danos à saúde mental e física
Para Cássia Pedroso, 24 anos, estudante de psicologia e estagiária, atendente numa clínica, de pessoas sem auto-estima em razão do trabalho, a humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador, causando danos até mesmo irreversíveis. “A agressão moral interfere na vida destas pessoas de forma direta. Pelo que observo, compromete a identidade, a dignidade e as relações afetivas e sociais, ocasionado graves danos à saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade de trabalhar, desemprego ou em último caso, a morte, por depressão, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho”, comenta a estudante. As pessoas vítimas de assédio moral passam a conviver com depressão, palpitações, tremores, distúrbios do sono, hipertensão, distúrbios digestivos, dores generalizadas, alteração da libido e pensamentos ou tentativas de suicídios que configuram um cotidiano sofrido. É este sofrimento imposto nas relações de trabalho que revela o adoecer, pois o que adoece as pessoas é viver uma vida que não desejam, não escolheram e não suportam. De acordo com um levantamento feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com diversos países desenvolvidos, a pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental, relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. Este levantamento revela ainda perspectivas sombrias para as duas próximas décadas, pois, segundo a OIT e a Organização Mundial da Saúde (OMS), estas serão as décadas do ‘mal estar na globalização’, onde predominará a depressão, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho. Segundo relato de Rosana L.* (nome alterado), que foi vítima de assédio moral quando trabalhava numa loja de roupas no centro da cidade, foi forçada a pedir demissão do emprego, frente as humilhações, ridicularizações e escassez de recursos para trabalhar, oferecidos pelo ex-patrão. “Eu era impedida de me expressar e não sabia o porque, além de ser frequentemente ridicularizada na frente dos outros ‘colegas’ de trabalho. Sem falar que estes mesmo ‘colegas’ tentavam me culpar por coisas que eu não havia feito, gerando ainda mais comentários de que eu era incapaz de exercer minha função. Com isso, fiquei desestabilizada emocionalmente. Perdi a confiança que tinha em mim mesma, adquiri uma úlcera e fui me isolando inclusive da minha família e dos meus amigos. Entrei em depressão e pedi minha demissão”, conta. Ela diz ainda que está tentando se estabilizar e ter uma vida normal. Rosana procura um emprego como vendedora ou balconista em lojas e espera conseguir superar o trauma, uma vez que tem feito tratamento e acompanhamento psicológico.
A Lei
O artigo 136-A do novo Código Penal Brasileiro institui que assédio moral no trabalho é crime, com base no decreto - lei n° 4.742, de 2001. O Congresso Nacional então decreta, no artigo 1° - O decreto lei n° 2.848, de 07 de dezembro de 1940, que no artigo 136- A, depreciar, de qualquer forma, e reiteradamente, a imagem ou o desempenho de servidor público ou empregado, em razão de subordinação hierárquica funcional ou laboral, sem justa causa, ou trata-lo com rigor excessivo, colocando em risco ou afetando sua saúde física ou psíquica pode acarretar uma pena de um a dois anos de reclusão. Ainda no mesmo artigo consta que desqualificar, reiteradamente, por meio de palavras, gestos ou atitudes, a auto-estima, a segurança ou a imagem do servidor público ou empregado em razão de vínculo hierárquico funcional ou laboral pode causar a detenção de três meses a um ano e multa.
Formas de assédio e abuso moral
De acordo com a lei, amedrontar um funcionário com ameaças de demissão podem ser caracterizadas como assédio moral. Outras atitudes como desestabilizar emocionalmente o trabalhador ou dar ordens confusas e contraditórias, sobrecarregar de trabalho ou impedir a continuidade de um, negando informações também podem ser consideradas atitudes de assédiomoral. Além disso, desmoralizar publicamente, afirmando que está errado, rir a distância e em pequeno grupo, conversar baixinho, suspirar e executar gestos direcionando-os ao trabalhador também acarretam punição de lei a empresa. Ignorar a presença do trabalhador, não cumprimentar ou impedi-lo de almoçar, além e exigir que se faça horários fora da jornada, ser trocado de turno sem ter sido avisado ou ser mandado executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento geram danos ao trabalhador e são considerados tipos deassédio moral. Hostilizar, não promover ou premiar colega mais novo/a e recém-chegado/a à empresa e com menos experiência, como forma de desqualificar o trabalho realizado, espalhar entre os colegas que o/a trabalhador/a está com problemas nervoso, sugerir que peça demissão, por sua saúde e divulgar boatos sobre sua moral também são formas de abuso. É comum também que as empresas, grandes ou pequenas, tomem atitudes como estimular a competitividade e individualismo, discriminando por sexo: cursos de aperfeiçoamento e promoção realizado preferencialmente para os homens, discriminar salários entre funcionários que exercem a mesma função ou remunerar melhor um funcionário com função inferior, além de não seguir a regulamentação e o piso salarial de cada profissão, estabelecida pelo Ministério do Trabalho pode acarretar processos à empresa e penas de reclusão. Comum, o desvio de função como: mandar limpar banheiro, fazer cafezinho, limpar posto de trabalho, pintar casa de chefe nos finais de semana é caracterizado como crime. Considerado ainda um tipo de assédio e abusomoral grave, é não fornecer ou retirar do funcionário todos os instrumentos de trabalho, impedindo-o de realizar, conforme determina a empresa, a sua função. Demitir os adoecidos ou acidentados do trabalho também é bastante grave e configura abuso.
O que fazer?!
Especialistas sugerem que as vítimas de assédio moral devem anotar, com detalhes toda as humilhações sofrida (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário). Uma outra sugestão é que estes busquem a ajuda dos colegas, principalmente os que testemunharam o fato ou já sofreram humilhações do agressor. “Sugiro também que evitem conversar com o agressor sem testemunhas. Quando for necessário uma conversa, levar sempre um colega de trabalho ou representante sindical. Também exigir, por escrito, explicação do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao departamento pessoal ou Recursos Humanos e da eventual resposta do agressor”, sugere a estudante de psicologia, Cássia. Procurar o sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instâncias como : médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina por ser um caminho, ou ainda recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo. “Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania”, finaliza a estudante.

Assédio moral ou sexual
A violência moral e a sexual no ambiente do trabalho não são um fenômeno novo. As leis que tratam do assunto ajudaram a atenuar a existência do problema, mas não o resolveram de todo. Há a necessidade de conscientização da vítima e do agressor(a), bem como a identificação das ações e atitudes, de modo a serem adotadas posturas que resgatem o respeito e a dignidade, criando um ambiente de trabalho gratificante e propício a gerar produtividade.
Assédio sexual
A abordagem, não desejada pelo outro, com intenção sexual ou insistência inoportuna de alguém em posição privilegiada que usa dessa vantagem para obter favores sexuais de subalternos ou dependentes. Para sua perfeita caracterização, o constrangimento deve ser causado por quem se prevaleça de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerente ao exercício de emprego, cargo ou função. Assédio Sexual é crime (art. 216-A, do Código Penal, com redação dada pela Lei nº 10.224, de 15 de maio de 1991).
Assédio moral
É toda e qualquer conduta abusiva (gesto, palavra, escritos, comportamento, atitude, etc.) que, intencional e frequentemente, fira a dignidade e a integridade física ou psíquica de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o clima de trabalho.
As condutas mais comuns, dentre outras, são:
·         instruções confusas e imprecisas ao(à) trabalhador(a);
·         dificultar o trabalho;
·         atribuir erros imaginários ao(à) trabalhador(a);
·         exigir, sem necessidade, trabalhos urgentes;
·         sobrecarga de tarefas;
·         ignorar a presença do(a) trabalhador(a), ou não cumprimentá- lo(a) ou, ainda, não lhe dirigir a palavra na frente dos outros, deliberadamente;
·         fazer críticas ou brincadeiras de mau gosto ao(à) trabalhador(a) em público;
·         impor horários injustificados;
·         retirar-lhe, injustificadamente, os instrumentos de trabalho;
·         agressão física ou verbal, quando estão sós o(a) assediador(a) e a vítima;
·         revista vexatória;
·         restrição ao uso de sanitários;
·         ameaças;
·         insultos;
·         isolamento.


Segunda-feira 2 de junho de 2008, por Jéssica Balbino

terça-feira, 27 de março de 2012

DESOBEDIÊNCIA PODE SER DOENÇA


Transtorno Desafiador Opositivo (TDO) atinge crianças entre 7 e 10 anos, caracteriza-se pelo comportamento hostil, mas é tratável.
Brigas sem motivos, impaciência e hostilidades foram os fatores que levaram a família de A.V.S, 10 anos, a procurarem ajuda medica. A ausência de limites e a desobediência eram vistas por professores e familiares como falta de educação, mas o comportamento na verdade, apresentava os sintomas de uma doença.
O menino em questão, tem o mal conhecido como Transtorno Desafiador Opositivo (TDO), que se não tratado durante a infância pode trazer sérios problemas na fase adulta. A maioria dos casos é detectada na faixa entre 7 e 10 anos e tem maior incidência entre meninos. O tratamento é feito a base de remédios e acompanhamento psicológico. A irmã de A. de 22 anos comemora a mudança no comportamento dele após o início do tratamento. “Ele sempre teve tudo o que queria, mas achava que podia mandar em todos aqui em casa. Depois dos remédios, ele ficou mais calmo e , através do acompanhamento profissional, aprendemos a cuidar dele”, conta a jovem.
VITIMA NORMALMENTE SOFRE DE PROBLEMAS ASSOCIADOS
Além do TDO, o menino sofre de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O medico responsável que cuida da criança, Gustavo Teixeira, do setor de neuropsiquiatria infanto-juvenil da santa Casa, explica que a maioria dos pacientes com TDO também padece de outros transtornos.
O problema e mais comum do que se imagina. “O percentual é grande. De 2% A 16% das crianças em idade escolar tem a doença”, destaca o médico que é especialista em transtornos de comportamento na infância e na adolescência e publicou um livro sobre o tema.
 Perfil dos ”Anjinhos”:
75% das crianças com o problema têm transtornos de conduta na adolescência.
De 2% a !6% das crianças em idade escolar sofrem de TDO , que normalmente se manifesta a partir dos 7 anos.
De 20% a 40% das crianças vitima de TDO têm também Hiperatividade com Déficit  de Atenção.  
“A maioria das pessoas não imagina que existe uma doença com essas características e acha que seu filho é ”pavio curto” e desobediente. Precisamos de um trabalho de prevenção, pois se não tratado corretamente o adolescente pode desenvolver um transtorno de conduta, que o leva a roubos, agressividade sem motivos e até uso de drogas”, explica.
DESEMPENHO NA ESCOLA É REVELADOR
Um símbolo clássico do TDO é o comportamento da criança na escola. A mãe do adolescente Jonas Aquino Ximenes, hoje com 16 anos sofreu com a adaptação do seu filho no colégio.  Ele está cursando a 5ª serie pela 3ª vez e foi transferido de colégio porque os professores não entendem seu problema. O pai do adolescente está morando no Ceará e Jonas foi passar um tempo com ele, para se distanciar do Rio de Janeiro.
Djalma Guilherme Bauer, de 10 anos, também tem problemas na escola. Sua mãe Sonia, foi chamada diversas vezes no colégio em que o menino estuda. “como ele tem dificuldade para ficar quieto, a professora o isolou num canto da sala. Ele não consegue fazer amigos”, disse.
Dona Ivonete, também sofreu com o transtorno do filho de 10 anos, Márcio, mas, hoje afirma não se incomodar mais com a doença, que, segundo ela, está controlada. Dona Ivonete afirma: “Sinto que fui abençoada”. Antes de descobrir a doença do meu filho, estava desesperada. Através de um programa de televisão entendi o comportamento incomum de Márcio. Os professores entenderam o problema e, com a medicação, ele melhorou 100%. Eu aprendi tanto com isso que mães de meninos com sinais do transtorno na minha comunidade vêm me pedir ajuda.
SINAIS DO PROBLEMA
                   NA ESCOLA                                            EM CASA              

-Discute com professores.                                                  
- Não quer trabalhar em grupo e não aceita ordens.
- Não faz os deveres escolares.
- Desafia autoridade de professores e coordenadores.
- Quer tudo a seu modo.
- É o “pavio curto” ou o “esquentado da turma”.
- Responsabiliza os outros por seu comportamento hostil.
- Não aceita criticas.
- Perturba outros alunos.


- Responde agressivamente aos pais e parentes.
- Dificuldades de obedecer a regras.
- Mania de Discutir sem razão aparente.
- É debochado e implicante.
- Chora e se irrita quando é contrariado.
- Delega ordens e é cheio de vontades.
- Tem comportamento negativista e hostil.


DICAS PARA OS PAIS
- dedique um tempo a seu filho diariamente.
- Converse com ele e realize atividades esportivas.
- Esportes coletivos auxiliam na socialização e na formação de conceitos com respeito a disciplinas.
- Explique claramente as regras, instruções e consequências de seus atos.
- propunha recompensas se a criança merecê-las.
- Evite punições físicas. Bater nas crianças reforçara comportamentos agressivos com colegas.
- Retire vantagens em caso de mau comportamento.
- Comunique-se com professores e coordenadores sempre que necessário.
- Elogie atitudes positivas.
- Realize passeios com a família (a integração familiar é fundamental).

Fonte: Caderno Ciência e Saúde , Jornal “O Dia” 26/05/2006

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Arenga aos Magistrados que estreiam.

 (Trecho do polêmico discurso do Juiz francês Oswald Baudot na cerimônia de investidura dos novos magistrados franceses):
"Estais empossados e advertidos. Permiti-me que também vos fale, a fim de corrigir algumas coisas que vos foram ditas e de fazer-vos ouvir algumas coisas inéditas. Ao entrar na Magistratura vos tornastes funcionários de um escalão modesto. Não levanteis muito alto a cabeça. Não vos deixeis enganar por palavras como "terceiro poder", "poder do Povo", guardiãs das liberdades públicas". Não tendes senão um poder medíocre: o de meter as pessoas na cadeia. E só vos dão este poder porque ele é geralmente inofensivo. Quando condenardes há cinco anos de prisão um ladrão de bicicletas, não estareis molestando a ninguém. Evitai abusar desse poder. Não penseis ser mais considerado por ser mais terríveis. Não julgueis que ides, como novos São Jorge, vencer o dragão da delinquência por uma repressão impiedosa. Se a repressão fosse uma coisa eficaz, há muito tempo teria alcançado seus objetivos. Se ela é inútil, como creio, não penseis em fazer carreira à custa da cabeça dos outros. Não conteis a prisão por anos ou meses, mas por minutos e segundos, exatamente como se tivésseis vós mesmos de sofrê-la.
"É verdade que entrais numa profissão em que vos exige sempre que tenhais caráter, mas entendem por isto apenas que sejais inclementes com os miseráveis. Covardes diante dos superiores, intransigentes com os subalternos este é, em geral, o comportamento dos homens. Tratai de evitar isso. A justiça é aplicada impunemente. Não abuseis da impunidade. Em vossas funções, não deveis dar exagerada importância à Lei, e de um modo geral desprezai os costumes, as circulares, os decretos e a jurisprudência. Deveis ser mais do que o Tribunal de Justiça, sempre que se apresentar uma ocasião. A Justiça não é uma verdade estagnada em 1810. É uma criação perpétua. Ela deve ser feita por vós. Não espereis o sinal verde de um ministro, ou do legislador, ou das reformas sempre em expectativa. Fazei vós mesmos a reforma. Consultai o bom senso, a equidade, o amor do próximo, antes da autoridade e da tradição. A lei se interpreta. Ela dirá o que quiserdes que ela diga. Sem mudar um til, pode-se com os mais sólidos considerandos do mundo, dar razão a uma parte ou a outra, absolver ou condenar à pena máxima.Desse modo que a lei não vos sirva de álibi.
"Verificareis, aliás, que à revelia dos princípios estabelecidos, a Justiça aplica extensivamente as leis repressivas e restritivamente as leis liberais. Procedei de modo contrário. Respeitai as regras do jogo quando ela vos freia. Sede bons jogadores, sede generosos. Será uma novidade. Não vos contenteis de cumprir os deveres do ofício. Vereis desde logo que, para ser um pouco úteis, devereis abandonar os caminhos batidos. Tudo o que fizerdes de bom será um acréscimo. Gosteis ou não, tendes um papel social a desempenhar. Sois assistentes sociais. Vossa decisão não termina numa folha de papel.Corta na carne viva. Não fecheis vossos corações ao sofrimento nem vossos ouvidos ao clamor. Não sejais desses juízes menores que só querem tratar de processos pequenos. Não sejais árbitros indiferentes acima de tudo e de todos. Tende sempre a porta aberta a todos. Há trabalhos mais úteis do que o de caçar essa borboleta - a verdade - ou de cultivar essa orquídea - a ciência jurídica.
"Não sejais vítimas de vossos preconceitos de classe , religiosos, políticos ou morais. Não penseis que a sociedade seja intangível, a desigualdade e a injustiça inevitáveis e a razão e a vontade humanas incapazes de qualquer mudança. Não acrediteis que um homem seja culpado de ser o que é nem que ele dependa apenas de si mesmo para ser de outra forma. Em outras palavras - não o julgueis. Não condeneis o ébrio. O alcoolismo, que a medicina não sabe curar não é uma escusa legal, mas é uma atenuante. Por serdes instruídos não desprezeis o iletrado. Não apedrejeis a preguiça, vós que não trabalhais com as mãos. Sede indulgentes para com os demais seres humanos. Não aumenteis suas aflições. Não sejais dos que aumentam a aflição do aflito.
"Sede parciais. Para manter a balança entre o forte e o fraco, o rico e o pobre, que não têm o mesmo peso, é preciso que calqueis a mão do lado mais fraco da balança. Essa é a tradição capetiana. Examinai sempre onde estão o forte e o fraco que não se confundem necessariamente com o delinqüente e sua vítima. Tende um preconceito favorável pela mulher contra o marido, pelo filho contra o pai, pelo devedor contra o credor, pelo operário contra o patrão, pelo vitimado contra companhia de seguros, pelo enfermo contra a Previdência Social, pelo ladrão contra a polícia, pelo pleiteante contra a Justiça. E tende um último mérito: perdoai este sermão da montanha a vosso colega dedicado."

Fonte:
Inserto em artigo publicado pelo jornalista Mello Mourão no jornal "Folha de São Paulo" de 7/3/1979.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pratos

Por mais chato que seja lavar pratos, se você demorar a lavar ficará mais dificil ainda. Quanto mais tempo você  deixar os pratos esperando, mais dificil será lavá-los. A vida é assim. Uma coisa que é potencialmente fácil de corrigir logo depois que aconteceu (uma palavra indelicada que você tenha dito a seu pai, uma mentira que você tenha contado a um amigo, uma atitude incensível com sua namorada) pode se tornar uma complicação bem difícil de resolver se você não lidar com ela de imediato. É melhor lavar logo os pratos. O que você tem tentado varrer  para debaixo do tapete? Quais os assuntos não resolvidos que você preferiu deixar para depois, mas que, no fundo, sabe que é melhor enfrentar logo? Mãos á obra. Saia da inércia e lave os pratos. Melhor fazer agora do que  postergar.

SHMUEL LEMLE

terça-feira, 19 de julho de 2011

A ajuda em doses certas

O mestre encarregou o discípulo cuidar do campo de arroz. No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca  faltassse a água necessária. o  arroz  cresceu e a colheita foi boa. No segundo ano, ele acrescentou um pouco de fertilizante. O arroz  cresceu rapidamente e a colheita foi maior. No terceiro ano, ele botou mais fertilizante. A colheita foi maior ainda mais o arroz  nasceu pequeno. " Se continuar aumentando a quantidade, não terá nada de valor no ano que vem", disse o mestre. " Você fortalece alguem quando ajuda um pouco. Mas o enfraquece se ajuda muito."

Jornal  Extra RJ 19/07/2011

domingo, 17 de julho de 2011

O sapo surdo

                                
 Todos os anos, na floresta das águas, havia uma grande festa sempre quando chegava o inverno.

Todos iam para uma lagoa e lá faziam diversas competições.

Então veio a surpresa.

Quando todos os animais estavam presentes, perceberam no centro da lagoa uma enorme construção coberta. Então várias folhas foram puxadas e apareceu no meio da lagoa uma grande torre.

A multidão de animais aplaudiu.

Era a competição da subida dos sapos, uma novidade naquele ano. O primeiro sapo a chegar ao alto da grande torre seria o sapo vencedor.

Muitos sapos pularam na água, cem, duzentos, trezentos. Então começaram a saltar na torre para escalá-la.

Mas a torre era alta e lisa e a maioria dos sapos começaram a cansar e desistir.

A multidão que não queria nenhum vencedor passou a gritar :

- Vai cair, vai cair, vai cair !

E caíam de dez a vinte sapos de vez. A multidão ria.

E o tempo ia passando. Agora, a multidão gritava alegre fazendo espetáculo, bastava ver um sapo se destacar na subida e o coro ficava mais alto.

- Cai, cai, cai - e lá iam os sapos caírem. Muitos sapos cansados já nadavam para as margens e saíam da lagoa.

A multidão ainda gritava para os poucos que restavam, então um dos sapos começou a se aproximar do cume da alta torre.

A multidão percebeu e começou a gritar ainda mais alto:

- Vai cair, vai cair, vai cair !

Finalmente, o sapo chegou ao cume e se tornou campeão.
Raivosa e cheia de inveja daquela façanha, a multidão quis saber o mistério do campeão. A resposta foi dada por seu primo que disse a uma garça repórter: ele é forte, só tem um defeito, é surdo.

(Acredite em si, lute, a inveja e o negativismo alheio são nossos piores inimigos)


Bérgson Frota
(Escritor)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Problemas na aprendizagem

DISLALIA:  Distúrbio da fala.

DISLELIA:  Dificuldade de leitura  e escrita.

DISGRAFIA:  Problemas na linguagem escrita.

DISCALCULIA: Afeta o raciocínio matemático.

DISORTOGRAFIA: Dificuldade de escrever ortograficamente correto.

Déficit de Atenção É a dificuldade de concentrar e de manter concentrada a atenção em objetivo central, para discriminar, compreender.

 Hiperatividade - Refere-se à atividade psicomotora excessiva, com padrões diferenciais de sintomas: o jovem ou a criança hiperativa com comportamento impulsivo é aquela que fala sem parar e nunca espera por nada. Não consegue esperar por sua vez, interrompendo e atropelando tudo e todos. Porque age sem pensar e sem medir conseqüências, é comum que sempre tenha muitos hematomas e cortes.

Hipoatividade - A Hipoatividade se caracteriza por um nível baixo de atividade psicomotora, com reação lenta a qualquer estímulo. Trata-se daquela criança chamada "boazinha", que parece estar, sempre, no "mundo da lua", "sonhando acordada". Comumente, o hipoativo tem memória pobre e comportamento pouca interação social e quase não se envolve com seus colegas.

O termo HIPOATIVIDADE expressa a tradução de sua significação literal, exatamente inversa à condição de Hiperatividade.


A criança hipoativa é aquela que parece estar, sempre, no "mundo da lua", "sonhando acordada." Dá a impressão de que nunca está ligada em nada. Ela tem memória pobre e comportamento vago, pouca interação social, quase não se envolve com seus colegas e costuma não ter amigos. Hipoatividade se caracteriza por um nível baixo de atividade motora, com reação lenta a qualquer estímulo. Essa criança não costuma trazer problemas em seu convívio porque é, sempre, muito bem comportada, a chamada "criança boazinha".

 Hipoatividade ligada à Dislexia traz uma grande dificuldade a essa criança e jovem, no processar o que está acontecendo à sua volta, necessitando de um aprimoramento de técnicas em seu programa escolar, com a necessidade de recursos psicopedagógicos remediativos absolutamente específicos, com um suporte muito mais ativo de estímulos tanto na escola como em casa e na sociedade.


http://www.dislexia.com.br/

sábado, 11 de setembro de 2010

A roupa faz a diferença?

Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do Hospital?
Com tranquilidade o médico respondeu:
- Boa-tarde, senhora! Em que posso ser útil?
Ríspida, retorquiu:
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando o médico?
Mantendo-se calmo, contestou:
- Boa-tarde senhora! O  médico sou eu, em que posso ajuda-la?
- Como? O senhor? com essa roupa?
- Ah! Senhora. Desculpe-me. Pensei que estivesse procurando um médico e não uma vestimenta.
Oh! Desculpe-me, doutor. Boa-tarde. É que... Vestido assim, o senhor nem parece  um médico.
- Veja bem as coisas como são. E disse o médico: As vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando tão bem vestida, tão elegante, pensei que fosse sorrir educadamente para todos e daria um simpaticíssimo "boa-tarde". Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito.
Um dos mais belos trajes da alma é a educação. Sabemos que a roupa faz a diferença, mas o que não podemos negar  é  que a  falta  de educação, arrogância  e   falta de humildade, também fazem  diferença, só que modo  negativo . Pessoas que se julgam ser donas do mundo e da verdade, grosseria e outras "qualidades" derrubam qualquer vestimenta. Bastam ás vezes, apenas 5 minutos de conversa para que o ouro da vestimenta se tranforme em barro.
Educação faz a diferença!

Jornal do Pastor

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tesouros e frases

"Olho por olho, dente por dente e o mundo acabará cego e banguelo"
Autor: Anônimo.


"Aprender é como remar contra a corrente: sempre que se pára, anda-se para trás".
Autor: Confucio.


"Quem pergunta é idiota por cinco minutos. Quem não pergunta é idiota para sempre"
Autor:  Wang-Wei.

"Só os mais sábios e os mais estúpidos nunca mudam de idéia".
Autor: anônimo.

A educação é o passaporte é  que abre  as fronteiras de todos corações.
Autor: anonimo

Exemplo de pai

Um pai levava seus dois garotos para  jogar minigolfe. Na bilheteria, quiz saber quanto custava para entrar. "Custa R$ 10,00 para adultos, e R$ 5,00 para os maiores de 6 anos.Abaixo de 6 é grátis".  "Bem um deles tem 3 anos e o outro, 7. Então, pago só a do mais velho'."Você é tolo". disse o bilheteiro. "Podia  ter economizado R$ 5,00, dizendo que o mais velho tinha  menos de 6 anos.  Eu nunca saberia a diferença". O homem respondeu:  "Pode ser. Mais os garotos saberiam. E o mau exemplo ficaria gravado para sempre nas cabeças deles"

(Do livro: "Canja de galinha paraa alma").

Culpado inocente

O sábio Rei Weng visitou a prisão do seu palácio. Escutou as queixas dos prisioneiros. “ sou inocente”, dizia um acusado de homicídio: “Quis assustar minha mulher e, sem querer, a matei”. “Fui acusado de suborno, dizia outro: mas tudo que fiz foi aceitar um presente”. Todos os presos clamavam inocência ao rei. Até que um rapaz de pouco mais de 20 anos falou: “Sou culpado. Feri meu irmão numa briga e mereço castigo. Este lugar me fez refletir sobre o mal que causei”. “Tirem este  criminoso da prisão!” “Gritou o Rei Weng: “ Com tantos inocentes, ele irá corrompê-los!”.

sábado, 28 de agosto de 2010

Oração dos pais pelo seu filho enfermo

Senhor Jesus pela autoridade a nós concedida e pelo seu precioso sangue derramado na cruz, impomos nossas mãos sobre nosso filho(a) (nome) e dele(a) saia agora toda enfermidade, todo mal, todo incomodo causado por essa falsa enfermidade. E que agora seja curado pelo Glorioso Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor maternal de Nossa Senhora, agora e para sempre.

Amém!!!

Teoria da carência cultural e diferenças lingüísticas

Priscila Marise Barros de Castro

Nova Iguaçu

2009



Sumário



1- Introdução

2- A teoria da carência cultural

3- Diferenças lingüísticas

4- Conclusão

5- Bibliografia



1-Introdução


Este trabalho tem por objetivo explanar a teoria da carência cultural e diferenças lingüísticas , a qual culpa a família e o meio social em que vivem, pelo fracasso na alfabetização das crianças carentes.

Sendo assim, conclui-se que , segundo a teoria, as crianças das classes mais favorecidas utilizam a formalidade na fala, enquanto as menos favorecidas fazem uso da fala popular,ambos influenciados pela estrutura familiar.


2- A teoria da carência cultural

A teoria da carência cultural responsabiliza a criança pobre e sua família pelo insucesso na alfabetização. Não questiona o papel da escola na produção do fracasso, apenas sugere uma mudança curricular, a fim de ajustar a criança “carente” à sociedade e apresenta como soluções programas especiais que busquem compensar as suas deficiências. Nessa perspectiva, sucesso e fracasso na alfabetização são explicados a partir de características individuais de desenvolvimento cognitivo e da inadequação da escola em identificar e considerar essas características na apropriação da leitura e da escrita pela criança.

Segue o esquema que explica essa carência pela questão social:

Marginalização social > Carência bio-psiquico social >  Estrutura familiar inadequada > Falta de informação ou recursos comunitários >  Ausência de estimulação em etapa  crítica da vida > Baixo rendimento escolar > Evasão escolar > Marginalização social.... e assim continua.

3 - Diferenças Linguísticas

Segundo a  a lógica da teoria da deficiência cultural, o déficit lingüístico é atribuído à pobreza do contexto lingüístico em que vive a criança, particularmente no ambiente familiar. Em síntese: para a teoria da carência cultural, crianças das camadas populares, ao contrário das classes favorecidas, apresentam um déficit lingüístico, resultado da privação lingüística de que são vítimas no contexto cultural que vivem.

No caso do português, como ocorre também em outras línguas, é possível identificar duas variantes básicas que, embora compartilhando o mesmo núcleo lingüístico, apresentam diferenças consideráveis quanto aos aspectos morfossintático, léxico e fonológico: a linguagem culta ou padrão e a linguagem popular. A primeira detém maior prestígio social, sendo usada pelo grupo social dominante e/ou em situações de maior formalidade, enquanto a segunda, de menor prestígio, é utilizada pelas classes populares e/ou nas situações sociais de menor formalidade. De modo geral pode-se afirmar que a variante padrão está mais relacionada às regras da gramática tradicional e aos exemplos da língua escrita literária, que são mais conservadores, enquanto a variante popular está mais aberta às transformações da linguagem oral.

As causas e conseqüências das diferenças existentes entre a linguagem utilizada pelas classes populares e a linguagem formal utilizada pela escola são interpretadas de forma bastante diferente segundo a orientação teórica e ideológica dos educadores. Assim, os adeptos da teoria da deficiência/carência lingüística pressupõem que a falta de experiências lingüísticas adequadas seja uma das principais causas das dificuldades de escolarização dos alunos provenientes das camadas populares, baseando-se numa suposta privação e/ou inadequação das situações de interação e comunicação vivenciadas por essas crianças. Já os adeptos da teoria da diferença lingüística defendem a idéia de que a escola é a principal responsável pelo problema escolar enfrentado por essas crianças, uma vez que não sabe lidar com a linguagem desses alunos, estigmatizando-a e transformando diferenças em deficiências.

Um elevado grau de variação lingüística no início do ano letivo pode exercer influência negativa sobre o processo de alfabetização, dificultando a aquisição da linguagem escrita, mesmo quando não se observa um padrão claro de estigmatização da linguagem oral dos alunos, como foi o caso da presente pesquisa. Esses resultados podem ser explicados se levarmos em consideração que a utilização de variantes dialetais supõe a necessidade de domínio/memorização de um número maior de irregularidades na correspondência entre letras e sons, bem como de um trabalho pedagógico adequado e lingüisticamente fundamentado por parte das professoras alfabetizadoras.

4- Conclusão

O trabalho explica a influência da variação lingüística sobre a aquisição da linguagem escrita. A análise nos mostrou a relação negativa significativa entre os níveis primitivos de variação lingüística e o desempenho final das crianças em leitura, sugerindo que a utilização de linguagem não-padrão pelos alunos pode dificultar o processo de alfabetização, principalmente quando não trabalhada adequadamente pelas professoras. Sugere a importância de uma efetiva transmissão dos conhecimentos lingüísticos e sociolingüísticos, através dos cursos de formação de professores alfabetizadores.


5- Bibliografia

SOARES, Magda. Linguagem e escola - uma perspectiva social. 17ª edição. São Paulo: Ed. Ática, 2002, 85 páginas.

SOARES, Magda. Letramento- um tema em três gêneros. Belo Horizonte, Autêntica.

O primeiro carro do Ceara

Demitri Túlio




Há 100 anos, as ruas de carroças, cavalos, bondes elétricos e a burros de Fortaleza ensaiavam pela primeira vez andar de automóvel. O primeiro carro que chegou por aqui, para mudar a noção de tempo, espaço e velocidade, foi um Rambler segunda mão e de fabricação norte-americana.



Veio encomendado a 8 mil réis dos Estados Unidos, a bordo do vapor inglês Cearense, e foi desembarcado num 26 de março de 1909. Ano em que fomos iniciados, para o bem e para o mal, no corre-corre dos homens motorizados...



Já contei isso por aqui com a memória de Raimundo de Menezes. Mas como o centenário passou batido no 2009, que se foi rápido, volto a escrever sobre o dia em que Fortaleza passou a se locomover, apressada, sob quatro rodas e um motor. E tentem imaginar a imensidão da província para um carro só se ``deambular``... E há um detalhe. A novidade importada pela Empresa Auto Transporte, dos pioneiros Meton de Alencar e Júlio Pinto, não pegou na chave de saída. Quer dizer, a manivela não funcionou e o Rambler teve de ser rebocado por um jumento da praia da Alfândega até o edifício do cinema Cassino Cearense, na Major Facundo, no antigo Palhabote.



Provavelmente, um animal que serviu a um dos 25 bondes a burros da Companhia Ferro Carril do Ceará que lentamente trafegavam pela cidadezinha. A partir de 1912 os jumentos, a exemplo de Chibata e Chico, passaram a ser substituídos pelos elétricos da, agora, The Ceará Trainway, Light and Power Co. Ltda.



Pois foi um desses personagens da cidade antiga que arrastou, a cordas, o Rambler. Acompanhou a procissão, afogueado, o canelau que se fez magote por não se conter em curiosidades e burburinho com a geringonça dos capitalistas.



Dizer a verdade, contada de lá até aqui, o Rambler não estaria de todo no prego quando desceu no porto, mesmo já sambado. Carecia de alguém que entendesse de motor e soubesse fazer desembestar o automóvel. Se quiserem assim, os nossos primeiros mecânicos foram Roberto Muratori e o velho Meireles.



Deram vida ao bicho e um português, o caixeiro Rafael Dias Marques, da Casa Bordalo, meteu-se a primeiro piloto de um carro a combustão no Ceará. Era a inauguração de um novo tempo que estancou poucos metros adiante. Pifou e voltou ao Cassino Cearense.



Somente com Clóvis Meton e Alfredo Euterpino Borges, mecânicos de 24 horas e manual, que se fez rodar o Rambler na via pública de areia ou pedra. Começou aos trancos e sopapos à noite. Assombrando com os faróis os acostumados com a pouca iluminação pública de Fortaleza.



Vivia mais no prego que rodando. Mas foi até o Alagadiço, à Estação dos Bondes. Perdeu a tampa do radiador na estrada de Messejana e conseguiu a proeza de ir às festas de Canindé. Bem verdade que foi em um vagão até a Estação Ferroviária de Baturité e de lá seguiu rodando, por 24 horas, até a cidade de São Francisco do Ceará. Seu motor findou fazendo moer farinha numa bolandeira na Porangaba.



E assim começamos a andar feito automóvel. Depois do Rambler, vieram outros e outros e outros... Daí nasceram os semáforos, as placas, os asfaltos de ir e vir, as rodovias de correr... Ficamos apressados

Oração da Sagrada Família

Senhor Jesus Cristo, Vós restaurastes a família humana restabelecendo a primitiva unidade, vivendo com Maria, vossa Mãe e São José, o pai adotivo, durante trinta anos em Nazaré. Afastai das famílias do mundo os males que as ameaçam. Ajudai-nos a promover em nossas famílias, em todos os lares de nossa pátria, os sentimentos e os propósitos de união indissolúvel, amor generoso, fidelidade permanente e perseverança constante na vossa graça. Assim seja.

Amor de Mãe

Havia um garoto que, nos seus quase oito anos, adquirira um hábito nada salutar. Tudo para ele se resumia em dinheiro. Queria saber o preço de tudo o que via. Se não custasse grande coisa, para ele não tinha valor algum. Nem se apercebia o pequeno que há muitas coisas que dinheiro algum compra. E dentre essas coisas, algumas são as melhores do mundo. Certo dia, no café da manhã, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua mãe um papelzinho cuidadosamente dobrado. A mãe o abriu e leu: “Mamãe me deve: por levar recados - 3 reais; por tirar o lixo - 2 reais; por varrer o chão - 2 reais; extras - 1 real. Total que mamãe me deve: oito reais”.A mãe espantou-se no primeiro momento. Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e não disse nada. O garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto. Correu para a mesa do almoço. Sobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os oito reais. Os seus olhos faiscaram. Enfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa. Mas então, percebeu que havia um outro papel ao lado do seu prato. Igualzinho ao seu e bem dobrado. Abriu e viu que sua mãe também lhe deixara uma conta. "Filhinho deve à mamãe: por amá-lo - nada. Por cuidar da sua catapora - nada. Pelas roupas, calçadas e brinquedos nada. Pelas refeições e pelo lindo quarto - nada. Total que filhinho deve à mamãe - nada”.O menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta. Não conseguia dizer nenhuma palavra. Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na mão de sua mãe. A partir deste dia, ele passou a ajudar sua mãe por amor. Nossos filhos são espíritos que trazem suas virtudes e suas paixões inferiores de outras existências. Cabe-nos examiná-las para auxiliá-los na consolidação das primeiras e no combate às segundas. Todo momento é propício e não deve ser desperdiçado. As ações são sempre mais fortes que as palavras. Na condução dos nossos filhos, cabe-nos executar a especial tarefa de agir sempre com dignidade e bom senso, o que equivale a dizer, educar-nos. Com exceção dos filhos extremamente rebeldes, uma boa dose de amor somada à energia, sempre dão bons resultados. Você sabia? Que é no lar que recebemos os primeiros ensinamentos sobre as virtudes? E que na construção do senso moral, dos conceitos de certo e errado são muito importantes os exemplos dados pelos pais? É no doce mundo familiar que se adquire o hábito da virtude que nos guiará as ações quando sairmos mundo afora.

O PESO DA EDUCAÇÃO.

Pais criam filhos procurando fazer o melhor para eles. Hipersolicitude, deixar a criança fazer o que tiver vontade, tolerar e relevar os erros dela, colocá-la sempre em primeiro lugar, não estabelecer limites para suas ações, fazer tudo por ela, satisfazer todos seus caprichos são gestos de amor. O futuro dirá se foram adequadas ou não. Na adolescência, o filho irá demonstrar pelos seus atos. O que tenho observado na sociedade e no consultório, me leva concluir que gestos exagerados, mais prejudicam que ajudam na formação ética dos jovens. Foram, portanto, do meu ponto de vista, erros de amor. Vou selecionar alguns desses erros de amor que podem ter contribuído para que o adolescente usasse drogas. Tentando criar os filhos do melhor modo possível. Fazemos de tudo para que não sofram o que nós sofremos. Lembra como a gente obedecia só de o pai olhar? Do contrário, levava um tapão na orelha. E, se pedisse socorro à mãe, receberia como resposta: “Bem feito! Quem mandou desobedecer?” O pai era uma autoridade consagrada. Quando havia frango no cardápio, quem comia a melhor parte era os pais. Para nós sobravam asa e pescoço. E hoje, como pais, não queremos que nossos filhos comam asa e pescoço como nós comemos, portanto nos empenhamos em dar o melhor para nossos filhos. O que eles comem? Peito e coxa. E o que sobra para nós? Asa e pescoço. Somos portanto, geração asa e pescoço. Texto retirado do livro Anjos Caídos, Içami Tiba.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cidade de Cascavel Ceará

Histórico



Poucos anos após a assinatura de capitulação de Taborda, que restaurou, com a saída das forças de Matias Bech, o domínio lusitano em terras cearenses, a história de Cascavel registra em 1660, segundo consta do relatório o de 1814 do Governador Luiz Borba Alardo de Menezes a visita catequética do grande padre Antônio Vieira, a quem se ficou devendo o aldeamento de dezenas de missões de várias tribos indígenas da região.

Na fértil região dos tabuleiros, tão propícia ao cultivo da mandioca e da cana-de-açucar, nasce e cresce, - a meio caminho da cidade pôrto de Aracati e de Fortaleza, capital da Província, - um pequeno núcleo populacional que viria a ser, mais tarde, a importante cidade de Cascavel.

Gentílico: cascavelense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Cascavel, pelo decreto de 04-09-1832 e por ato provincial de 18-03-1832.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Cascavel, pela Resolução do Conselho do Governo de 05-05-1833, desmembrados dos municípios de Aquiraz e Aracati. Sede na atual vila de Cascavel. Constituído do distrito sede. Instalado em 17-10-1833.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Cascavel, pelo ato provincial nº 2039, de 02-11-1833.

Pela lei provincial nº 1733, de 25-08-1876 e por Ato Provincial de 16-07-1877 é criado o distrito de Pitombeiras e anexado ao município de Cascavel.

Pelo Ato provincial nº 2051, de 24-11-1883, é criado o distrito de Beberibe e anexado ao município de Cascavel.

Pelo ato de 20-10-1890, é criado o distrito de Bananeiras e anexado ao município de Cascavel.

Pela lei nº 67 de 05-07-1892, desmembra do município de Cascavel o distrito de Beberibe. Elevado à categoria de município.

Pelo Ato de 8-11-1894, é criado o distrito de Baixinha e anexado ao município de Cascavel.



Pelo Ato estadual de 25-01-1910, é criado o distrito de Jacareocara e anexado ao município de Cascavel.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 6 distritos: Cascavel, Baixinha, Bananeiras, Jacareocoara, Pitombeiras e Beberibe.

Pela lei estadual nº 2378, de 28-10-1929, o distrito de Baixinha passou a denominar-se Palmares.

Pelo decreto estadual nº 1156, de 04-12-1933, Cascavel adquiriu o extinto município de Beberibe. Sob o mesmo decreto é criado o distrito de Barrinha.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 9 distritos: Cascavel, Bananeiras, Barrinha, Beberibe, Cruzeiro, Jacarecoara, Palmares, Pitombeiras e Sucatinga. Sendo que os 2 distritos: Cruzeiro e Sucatinga pertencente ao extinto município de Beberibe.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto estadual nº 448, de 20-12-1938, é criado o distrito de Paripueira, com terras desmembradas dos distritos de Sucatinga e Cruzeiro.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 10 distritos: Cascavel, Bananeiras, Barrinha, Beberibe, Cruzeiro, Jacarecoara, Palmares, Paripueira, Pitombeiras e Sucatinga.

Pelo decreto-lei estadual nº 1114, de de 30-12-1943, o distrito de Bananeiras passou a denominar-se Guanaces, o distrito de Barrinha a denominar-se Parajuru, o distrito de Cruzeiro passou a denominar-se Itapeim e ainda o distrito de Palmares a denominar-se Pindoretama.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído 10 distritos: Cascavel, Bananeiras, Barrinha, Beberibe, Cruzeiro, Jacarecoara, Palmares, Paripueira, Pitombeiras e Sucatinga.

Pela lei estadual nº 1153, de 22-11-1951, desmembra do município de Cascavel os distritos de Beberibe, Itapeim, Parajuru, Pirapueira e Sucatinga. Para formar o novo município de Beberibe. Sob a mesma lei acima citado é criado o distrito de Caponga, criado com terras desmembradas do distrito de Jacarecoara e anexado ao muinicípio de Cascavel.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 6 distritos: Cascavel, Caponga, Guanacés, Jacareocoara, Pindoretama e Pitombeiras.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 6309, de 21-05-1963, desmembra do município de Cascavel o distrito de Guanacés. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 6427, de 15-07-1963, desmembra do município de Cascavel o distrito de Pitombeiras. Elevado à categoria de município com a denominação de São Luiz do Pirangi. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 3 distritos:

Cascavel, Caponga e Jacareocara. Pela lei estadual nº 8339, de 14-12-1965, Cascavel adquiriu os territórios dos extintos municípios de Guanacés, Pindoretama e Pimtobeiras. Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 6 distritos: Cacascavel, Caponga, Guanacés, Jacarecoara, Pindorama e Pitambeiras.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979.

Pela lei estadual nº 11413, de 28-12-1987, desmembra do município de Cascavel o distrito de Pindoretama. Elevado à categoria de município.

Pela lei municpal nº 654, de 20-05-1993, é criado o distrito de Cristais e anexado ao município de Cascavel.

Em divisão territorial datada de 17-I-1991, o município é constituído de 6 distritos: Cacascavel, Caponga, Cristais, Guanacés, Jacarecoara e Pitombeiras.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Fonte: IBGE.




A auto imagem

O que é auto-imagem? A sua auto-imagem é como você se percebe. Se você se vê como um doente, você é um doente, se você se vê como um derrotado, você é um derrotado. Se você olha para as circunstâncias à sua volta e diz: Não tem saída!- Assim será para você. Mas eu tenho uma 'péssima' notícia a lhe dar: Tem saída! E curiosamente é exatamente através da nossa auto-imagem que temos sido derrotados.

A auto-imagem negativa tem o poder de matar os nossos sonhos. Toda a pessoa que tem uma auto-imagem negativa, terá dificuldades de sonhar e projetar para si novas esperanças e possibilidades. Uma auto-imagem negativa prejudica também a sua capacidade de criar.

Então surge uma pergunta:

-Como ter uma auto-imagem positiva? São esses os passos a serem dados:

*Não se auto-rotule

*Não se condene

*Pare de comparar-se ou diminuir-se em relação aos outros

*Relacione-se com pessoas que gostam de você com você é

*Pare de criticar

*Aprenda a sorrir.





Enviada por Nertã